GUERRA DO TRÁFICO DEIXA RASTRO DE MORTE EM MARIALVA

O silêncio da Vila Antonio foi brutalmente rompido por uma sequência de disparos que marcou um acerto de contas fatal na noite de hoje. O que parecia ser apenas mais uma movimentação de rotina no submundo do crime revelou-se uma emboscada meticulosa, terminando com dois homens mortos e uma mulher gravemente ferida.
De acordo com informações colhidas junto à Polícia Militar e à Guarda Civil Municipal (GCM), a trama de sangue começou quando Emanoel Insoliti de Lima, de 22 anos, decidiu selar o destino de seu rival. Simulando ser um usuário de entorpecentes em busca de uma dose, Emanoel aproximou-se da residência de Maurício Calistro, o “Madimbu”, de 26 anos.
A estratégia foi calculada: ao se passar por dependente, Emanoel atraiu Maurício até o muro da propriedade. No instante em que “Madimbu” colocou a cabeça sobre a estrutura para atender o suposto cliente, foi recebido por uma chuva de chumbo.
Apesar da surpresa, Maurício estava armado e, em um último reflexo de sobrevivência, revidou. O cenário transformou-se em um campo de batalha. Emanoel foi atingido e, embora tenha tentado correr para salvar a própria vida, tombou sem forças poucos metros depois, morrendo no local.
No interior da residência, o terror foi ainda maior. Durante a troca de tiros, a esposa de Maurício também foi atingida pelos projéteis. Em um esforço desesperado, populares socorreram o casal e os levaram às pressas para o Pronto Atendimento Municipal (PAM). No entanto, para “Madimbu”, o tempo esgotou-se antes de cruzar as portas da unidade de saúde; ele já chegou ao PAM sem vida.
A esposa de Maurício recebeu os primeiros atendimentos e, devido à gravidade das perfurações, foi transferida com urgência para o Hospital Universitário de Maringá. Seu estado de saúde ainda inspira cuidados.
A cena do crime foi isolada por um forte contingente da PM, GCM e Polícia Civil. O corpo de Emanoel permaneceu estendido na via pública até a chegada do Instituto Médico Legal (IML), que realizou o recolhimento sob os olhares atônitos de moradores que preferem o silêncio por medo de represálias.



O caso agora segue sob investigação da Polícia Civil de Marialva, que busca entender se este episódio marca o início de uma nova disputa por território ou se foi um capítulo final de uma rixa antiga. O que resta, por ora, são as marcas de bala nos muros e o luto de famílias destruídas pela engrenagem implacável do tráfico de drogas.




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