Justiça arquiva investigação de 12 anos contra o pastor Robson José Brito em Maringá

Decisão da 2ª Vara Criminal acatou pedido do Ministério Público após a Polícia Civil concluir que não houve comprovação de desvio de dinheiro ou dolo.
Após mais de uma década de apurações, a Justiça determinou o arquivamento definitivo da investigação contra o pastor Robson José Brito, da Igreja Evengélica Assembleia de Deus, referente à gestão financeira do Campo Eclesiástico de Maringá. A decisão foi formalizada em 11 de maio de 2026 pela 2ª Vara Criminal de Maringá.
A apuração teve início em 2014 para apurar eventuais irregularidades na administração da igreja, abrangendo negociações como a aquisição de uma emissora de rádio, contratação de empréstimos, uso de cartões de crédito e o empenho de imóveis da instituição como garantia bancária.
Ao longo de 12 anos, o caso tramitou pela Polícia Civil, Ministério Público e Poder Judiciário, envolvendo minuciosa análise de contratos, movimentações bancárias, documentos fiscais e depoimentos de testemunhas.
No relatório final, a Polícia Civil concluiu pela inexistência de elementos que comprovassem que o religioso tenha se apropriado indevidamente ou desviado recursos do patrimônio eclesiástico. A investigação também não identificou dolo (intenção de cometer ilícito) ou enriquecimento ilícito do investigado.
Com base nos achados policiais e considerando também a prescrição da pretensão punitiva do Estado, o Ministério Público manifestou-se pelo encerramento das apurações, parecer que foi homologado pelo juízo da 2ª Vara Criminal.




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